terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Há um novo engenho de guerra e um homem sozinho pode manobrá-lo

NOITE DE 1 PARA 2 DE ABRIL 1998
Há um novo engenho de guerra. Um homem sózinho pode manobrá-lo. Vejo o pesado camião subir pelas encostas de uma falésia, com o homem estrangeiro ao volante, manobrando uma espécie de radar. É um condutor e um soldado de serviços especiais. Ele aponta o radar para um veículo e dispara. O projéctil atravessa a carlinga do alvo, destruindo-o quase sem ruído. Por implosão.
Estamos perto de uma antiga fortaleza. É de dia. À minha direita vejo o mar, do alto destas falésias. Nessa fortaleza há uma festa. Eu ando por aqui, estupefacta com esta nova arma desconhecida. O radar gira em todas as direcções, e aponta um novo alvo. É uma espécie de treino: o alvo, de novo uma viatura, é destruído.

Há um outro homem que vê tudo isto. É soldado, também é estrangeiro, e agora quer dar o alarme. O condutor da máquina de guerra pressente-o. Fareja-o com o radar, mas ele consegue fugir. E agora estamos os dois, eu do lado de dentro da fortaleza, ele do lado de fora, a tentar encontrar um interlocutor a quem passar aquela informação. Eu estou à entrada da fortaleza, enquanto passam por mim homens e mulheres vestidos de festa, e empregados com bandejas com bebidas ou canapés e tapas, faço-lhe sinal para que entre:
«Aquela máquina vai atingir o meu País. Todas as pessoas que são importantes no meu País estão nesta festa. Quando ele disparar para uma destas salas destrói séculos de História, e mata tudo.»

Como estamos avisados, nós ainda podemos fugir. Mas não queremos. O homem junta-se a mim, e a máquina de guerra aproxima-se de uma das entradas da fortaleza, procurando o melhor ângulo para atingir o âmago da festa. Agora estamos junto de um torreão, e vamos subir por umas escadas estreitas para o local onde está hospedado um «Mau».
É um sítio que se vai revelando desarrumado e sujo, e quando vamos entrar no quarto pequeno do torreão um cão ladra. É um pastor alemão que o «Mau» deixou a guardar as coisas. Descemos as escadas estreitas a correr. Chego cá abaixo e o cão passa por nós. É uma cadela e leva dois sacos de pano na boca. Corre. Agora há muita gente connosco. Depois a cadela volta atrás, e já sem sacos sobe de novo para o teorreão. E agora nós percebemos o que aconteceu. Ela teve cachorrinhos. Três enormes cachorrinhos pastores alemães.
Brinco com eles. Têm patas fortes.

2 comentários:

  1. Curioso. Parece que tens ciclos temáticos de sonhos que se estendem por vários dias. Isso é quase um festival de cinema dentro da cabeça.

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  2. Muito bem observado. Nessa altura são os filmes de guerra. Só lhes falta o genérico...

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