domingo, 15 de abril de 2007

Eu e a Xana na Muralha da China

NOITE DE SETE PARA OITO DE ABRIL DE 1997
Uma viagem à China. Estou com a Alexandra. Às vezes estou com outras pessoas. Apanhamos um comboio, não tem portas que se fecham, é um comboio parecido com os antigos eléctricos do princípio do século XX. É um comboio pequeno, e temos de mudar várias vezes para seguirmos o nosso percurso. Os comboios são cada vez mais pequenos. Numa das paragens saímos, porque não temos bem a certeza de qual devemos apanhar a seguir. E vamos conhecer melhor a China, embrenhando-nos pelo território. Há uma vilazinha de ruas íngremes, bem iluminada. Um grupo de crianças desce as ruas, cantando. Estão vestidos e pintados como figurantes de um filme, ou como atracções turísticas. Penso: gostava de conhecer uma China mais autêntica. Afinal é como na Europa, um jogo para turistas. Nada disto é autêntico.
E depois estamos a subir pelas escadas gastas e milenares da Grande Muralha, e há montanhas desertas a toda a volta, e os degraus são altos e estão esboroados dos séculos. Atrás de nós vêm dois rapazes, dois estrangeiros como nós. Vestidos de caqui, com mochilas. As pernas pesam, cada passo custa, como se os degraus aumentassem de tamanho. Sentamo-nos um pouco a olhar as estrelas. Encosto-me para trás, e olho longamente para o céu. É o céu de outro lado do mundo. Tem estrelas que nunca vi. É um céu diferente. E as estrelas unem-se pelos seus raios de luz, e fazem desenhos lindíssimos, como começam a ficar cada vez mais nítidos à medida que vou olhado. E as constelações desenham dragões no céu da China. E eu digo:
-- Alexandra vê! O céu da Europa tem ursos, sagitários, caçadores, peixes, o céu da China tem dragões que cospem luz, e eu consigo vê-los, e no céu da Europa eu já não consigo ver os peixes, os caçadores e as ursas.
Mas depois é preciso recomeçar a viagem.
Depois estamos numa pequena vila, muitíssimo iluminada, de algum modo também um cenário de turismo, com muitos cafés e restaurantes chineses. Quero comer mas tenho medo de ter nojo, porque as coisas de comer na China são uma grande nojice. E pergunto á Alexandra pelos tais rapazes que vinham atrás de nós e que depois nos passaram à frente, porque talvez soubessem alguma coisa daquela terra, e ela respondeu «estás doida? eles ...» e já não me lembro das palavras mas o sentido é que eles eram uma espécie de neo-fricks, que viam esoterismo e cabalas em todos os sinais, e eram meios destravados, e muito pobres, porque estavam a contar tostões.
Seja como for entramos no restaurante chinês, e era um restaurante todo aberto sobre a rua, com um balcão enorme dentro do qual estava um chinês a fazer comida chinesa. Mas também há coisas europeias, embrulhadas. E como tenho medo que me dêm lagartixas disfarçadas de qualquer coisa resolvo pedir um bolo. Mas quero um bolo embrulhado porque podem andar moscas a passar por cima dos outros. E quero um bolicao, mas estão todos mais ou menos abertos. E não me decido. Então vejo no centro do restaurante uma barraquinha de cachorros quentes, com um homem que não é chinês mas vive na China há tanto tempo que já é porco e tudo. Tem as mãos embodegadas. E fala inglês. E é um bocado gordo. E pago-lhe os cachorros quentes que vêm com batatas fritas palha, mas penso, que chatice, com esta história das viagens temos que comer tanta coisa que faz engordar.
Depois a Alexandra chama-me a atenção e voltamos a entrar no café, e agora eu vejo outro espaço, e é lindíssimo, porque tem muitas coisas de arte, objectos antigos, uma luz suave, muito suave, e há uma marioneta quase à entrada, e é um boneco de madeira com um ar perturbante. E eu não tinha visto nada da primeira vez.
E estamos perto da estação de comboio. E é preciso ir apanhar o comboio.
Imagem: http://br.geocities.com/mestrejair/china.htm

E os dois eram o Drew e o Drew é só um

NOITE DE 3 PARA 4 DE ABRIL DE 1997
Estava dentro de uma casa grande e vieram dizer-me que o Drew estava lá fora para falar comigo e tinha vindo a correr. E fui ter com ele e estavam lá fora dois rapazes. E eram os dois magros, e os dois eram o Drew, e isto era normal. Mas comecei a ficar confusa e a tentar lembrar-me de qualquer coisa, e de repente lembrei-me. E lembrei-me que o Drew é só um. E fiquei muito perturbada e comecei a dizer-lhe isto, ou ia dizer. E até quase que acordei com o susto, só para me lembrar que não me podia esquecer disto.
E depois estava com o Eduardo, e ia jantar com ele, mas não era nesse dia, ou nessa noite. E estava mais gente e estava toda a gente bem disposta. E dentro dessa casa, que era um hotel, mas era um hotel familiar, estava a Leonor a tomar conta de uma criança, e era uma criança que ia ser operada aos rins. E ela estava a confortá-la, e a tranquilizar a criança. E eu fiquei espantada por não estarem ali os pais da menina, e ela disse-me que tinham viajado. E depois quando olhei para elas, as duas estavam a dormir. A M. Leonor tinha a boca muito aberta, e via-se que tinha poucos dentes. E a criança estava a dormir no colo dela.
E antes eu estava a olhar para um recinto onde estavam animais. E num recinto estava uma coisa estranha. Era um tubo de vidro grosso, muito grande, onde havia um animal. Era um peixe. Melhor, era uma espécie de vida anterior aos peixes. Um invertebrado, sem olhos, um animal perigoso das grandes profundidades. Uma espécie de moreia, com cor de ténia. E uma boca sem dentes que se abria a respirar dentro daquele tubo de aquário, e a boca era perigosa, porque não tinha dentes mas funcionava como uma ventosa. E tinha uma etiqueta com a marca e o preço, era esquisito. E depois olhei melhor e vi que afinal tinha olhos. E estava ali todo fechado dentro daquele espaço, e não se podia mexer. E afinal parecia já um mamífero. E era uma foca, ou tinha focinho de foca, ali aprisionado. E deu-me pena. E depois já não era uma foca, era um cão, e estava cá fora. E era um cão ferido. Ou doente.

Como um gato sobre o muro

NOITE DE 15 PARA 16 DE MARÇO DE 1997
Estou na rua ao lado da casa do meu pai. Não vim de lá, nem vou para lá. Estou só a andar ali. A certa altura passo para cima do muro de granito que delimita os jardins da casa que liga com o jardim da nossa casa. O muro é estreito. Penso: se fosse gato andava bem aqui em cima. Sinto-me no corpo de um gato. Sinto as patas aveludadas do gato que têm umas almofadinhas para amortecer as asperezas e até os pedaços de vidro que as pessoas colam nos muros para não serem assaltadas, penso. Como um gato, ando até ao fim do muro. Sem nunca me enganar. Depois estou num canto do jardim. Ali, sob a terra húmida, está alguém ou alguma coisa enterrada.
Levo um ovo cozido e cebola crua, às rodelas. Acho que é para deitar em cima da terra. Em vez disso, como as duas coisas. Os anéis da cebola e o ovo, ás dentadas.

domingo, 8 de abril de 2007

Há vestidos de baile, adereços e máscaras de Carnaval

NOITE DE 9 PARA 10 DE MARÇO DE 1997
Há uma estrada larga por onde vêm a fugir, como que em debandada, várias pessoas. Eu vou para o sítio de onde elas vêm a fugir. Avisam-me que aquilo está prestes a explodir, mas eu tenho mesmo de lá voltar.
Na estrada vejo homens, aos pares ou sozinhos, e saio para os campos, tentando passar despercebida por entre as sebes esparsas que delimitam a estrada, porque tenho medo deles. E quando chego ao meu destino descubro que ainda há lá muita gente. Gente a quem eu estou ligada e que de algum modo tenho de avisar, e pressionar a saída. Só que as pessoas não me prestam atenção. Estão muito ocupadas, como se estivessem a acabar de preparar uma festa, porque há vestidos de baile, e coisas de máscaras, parece-me. Ou pelo menos alguns de vestidos são para uma festa de Carnaval se bem me recordo, por causa dos enfeites.
E então vejo o Rob e ele precisa de falar comigo. Depois entro numa sala, que parece uma loja de centro comercial, extremamente pequena e atulhada, mas muito bem organizada. E há uns papéis pendurados numa corda pouco acima de mim. Espreito para ver o que dizem os papéis e o Rob aproxima-se e pergunta-me se já sei que aqueles papéis pertencem a dois baralhos de tarô que tem para me oferecer. Há sempre muita gente à nossa volta. E há muita luz, mas é luz eléctrica, luz de iluminação interior, luz artificial.

O velório é muito estranho porque é o meu próprio velório

NOITE DE 12 PARA 13 DE MARÇO DE 1997
Vou a casa de um colega meu que é fotógrafo. Não sei se vou ali expressamente para o ver, se dou com ele por acaso quando tocamos à porta e é ele que abre. Ele vive numa casa que é, também, laboratório e escritório de fotografia. É um prédio sinuoso, cujas casas comunicam umas com as outras por corredores labirínticos. Nós queremos sair para tomar um café e ele explica que não é preciso ir à rua. Ao longo do corredor dispõe-se uma espécie de Centro Comercial, só que não é fácil aceder ao lugar para onde queremos ir. Penso que começo por entrar num café, o mais fácil de aceder, mas não gosto do aspecto. E penso que esse meu colega fotógrafo está a trabalhar. Parece-me que é para a televisão. E estamos fora de Lisboa.
Depois há um velório. É fora dali. Há casas e pátios, numa área grande, e dispostas em edifícios que, de alguma maneira, podem recordar a arquitectura de um quartel. O velório é muito estranho, porque é o meu próprio velório. Uma mulher horrível que eu conheço organizou tudo. Só estamos à espera de um caixão para eu me enfiar lá dentro. Já lá está bastante gente. São pessoas de idade sentadas em cadeiras ao longo das paredes da sala
Como a situação me incomoda saio para o pátio , e volto para o lugar de início, o sítio onde encontrei a casa do meu amigo fotógrafo. A geografia urbana do lugar mudou. Agora há pequenas moradias a ladear uma rua levemente íngreme, uma espécie de arquitectura algarvia de aldeamento de férias, misturada com uma arquitectura suburbana. Numa das casas há uma antena parabólica que gira suavemente apontando para o lugar de onde eu vim. Há mais antenas, mas aquela parece-me a mais eficaz, porque as outras estão paradas e são maiores.
Acho que estou com a Susana. Falo com ela sobre o absurdo do papel que é suposto ir representar. Digo-lhe que aquilo que parece uma espécie de partida mediática. E então descubro. Foi tudo arranjado para um programa do qual eu não tenho a menor consciência. Ou não tinha, porque agora tudo se encaixa como num puzzle, e sinto uma irritação tremenda e um alivio medonho, porque não há nada, nem ninguém, agora, que me faça voltar para aquele lugar idiota. Recordo-me agora que na sala onde já estava tudo a postos, menos o caixão porque faltava eu lá dentro, havia uma espécie de candeeiro que escondia uma câmara de filmar.
E na rua, a antena continua a girar lentamente como um olho maldoso que aponta para nós.
Depois sonho com um desvio de avião. Estamos todos apertados dentro de uma carlinga, que apesar de tudo é grande como uma casa, com vários quartos. E eu procuro a forma de sair dali. Quero descobrir os meus aliados naturais. Há coisas que é preciso preciso revelar. Caixas, embrulhos.

Uma rua que desce até ao Cais do Sodré

NOITE DE 7 PARA 8 DE MARÇO DE 1997
Ouvi, distintamente, a voz de Joshua. Eu atendo o telefone e ele fala. Não consigo responder-lhe. Depois, ou antes, estou numa rua íngreme. É uma rua que desce até ao Cais do Sodré. Vou ter com um colega meu. Depois começa a chover. É uma chuva miudinha. Uma chuva molha-tolos. E quando chego ao Cais do Sodré resolvo voltar para trás porque não me quero molhar. As ruas estão desertas, ou pouco habitadas, são ruas de uma cidade que ainda está em construção. A meio caminho há um homem que se junta a mim, e é um homem de leis. É moreno e tem cabelo preto, liso. Gosto da companhia dele. Subitamente atravessa-nos à frente uma garotinha nua, com uma chupeta na boca e um boneco na mão. Parece abandonada, mas está a sorrir. E eu penso: será que vou ter de tomar conta dela? O homem agarra nela e avançamos uns metros, e ali há casas. São casas de pessoas modestas, uma espécie de ilhas. As mulheres têm aventais postos, e falam umas com as outras nos pátios comuns. Uma delas adianta-se. A criança é dela. Sinto um profundo alívio. O homem admoesta-a por ter descuidado a filha. A menina tem três anos, mas é tão pequena como um bebé de meses. No entanto parece saudável, porque é toda proporcionada. E mexe-se com alegria. Vai, pelo pé dela para dentro da sua casa. A mãe sorri, e torce o avental. E andamos mais. E agora ele tem o braço por cima do meu ombro. E a minha mão caída toca na dele, e ele agarra-me os dedos. Só a ponta dos dedos. É muito bom. Entramos para dentro de um hotel. Ele vive naquele hotel quando está em Lisboa. Vou para o quarto com ele e o quarto tem gente. Ele chama o empregado do Hotel e censura-o asperamente. Aquelas pessoas não deviam estar ali, diz ele. Ouve-se barulho, eles vêm a sair.
Como não quero que me vejam, afasto-me e entro dentro de um quarto que está em obras. É um quarto muito grande que faz um L, e tem móveis empilhados porque está em obras. E em cima de uma cómoda, que tem uma mesa de cabeceira por cima, espreitam revistas. E há dois pares de caixas de óculos, vazias. A porta do quarto é envidraçada, com vidros pequenos, biselados. O casal que saíu do quarto do homem desce por uma escada, em frente. A rapariga volta atrás para me ver. Ela aproxima-me, mas não muito. Não tenho a certeza se me consegue ver bem. Aliás é só nessa altura que percebo que a porta é envidraçada. Ouço-a rir enquanto se volta a reunir ao namorado, e desaparecem na curva da escada. Volto para junto do homem. O quarto é parecido com o outro. Também tem ar de quarto em obras. Faz um L. A minha cama é à entrada. Ele está no centro do quarto.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Começar de novo depois do Apocalipse

NOITE DE 6 PARA 7 DE MARÇO DE 1997
Um prédio alto. Estou no último andar. Há muita gente. Precisamos de apanhar o elevador para descer. Ali, já fizemos o que tínhamos que fazer. Há vários elevadores. Está toda a gente com pressa. Aproximo-me do que acaba de parar mas passa muita gente à minha frente e o elevador fica tão cheio que tenho medo de entrar.
As portas fecham-se. O chão, todo ele, começa a tremer. É um tremor de terra. Precisamos de sair dali, mas não podemos ir de elevador. Agora não pdemos ir de elevador mesmo que houvesse um, porque ainda é mais perigoso.
E aconteceu um cataclismo em toda a Terra. Um apocalipse. Agora estamos num pedaço de terra seca, rodeados de extensos lençóis de água. O velho mundo foi submerso. Poucas pessoas escaparam. E tudo o que antigamente tinha valor agora não vale nada. O dinheiro, por exemplo. Percebo que não tenho nenhum, mas também que valor atribuir-lhe agora? Fico com pena por causa dos livros. Parece que salvei um. [...] Mas que importância tem isso agora? Mas tenho pena à mesma.Tenho os meus dois filhos mais novos comigo. Sei que estão comigo. Mas não sei da Marta e do Nuno. E sei que eles se salvaram, e andam a sobrevoar a terra, mas agora já não há referências de nada. Penso: como é que me vão encontrar? Sem telefones, sem mapas. Porque agora a terra é geograficamente diferente do que era. E isso angustia-me. Depois é preciso começar tudo de novo. Há algumas pessoas connosco. E eu penso: "É tudo tão estranho. Tudo tão novo."

Os olhos mortos das avestruzes mortas


NOITE DE 12 PARA 13 DE FEVEREIRO DE 1997
É uma casa grande, uma casa de família e de amigos, com vários andares, e muita história. E estou com dois amigos e temos de fugir, só que eu encontro uma casa de banho com janela e quando vou a saltar percebo que, vista de dentro a casa de banho está no primeiro andar, mas olhando pela janela é uma altura de quarto andar. E é muito alta.
Mas depois o perigo passa, ou o motivo que me ia levar a fugir desaparece. Encontro o Miguel e a Laura e são muito simpáticos, e ele é particularmente afectuoso. E está muito pouco vestido. Toda a gente está pouco vestida. AS pessoas estão mesmo quase nuas. Há um amigo, um rapaz muito novo, que está mesmo nu, e atira-se para cima de mim, como se fosse uma espécie de brincadeira, e eu estou a dizer-lhe que tinha ficado muito comovida com um texto que tinha lido dele, e ele estava a dizer que era mesmo assim que escrevia, com a alma e o coração. [E depois há um livro que já está pronto, e eu fico espantada com a pressa com que ele ficou assim pronto]
E depois há um burro que vem trazer alguém ou alguma coisa àquela casa. Aliás começa por ser um cavalo, mas depois é um burro. E eu quero ir apanhá-lo para lhe dar de comer, mas ele foge e quando eu o vejo já é um cão. E é um cão um bocado coxo. E o cão foge, mas não é por medo, é por pressa. E volta atrás e apanha um pedaço de comida, e é um pedaço de pão. Eu fico a vê-lo seguir pelo caminho de terra que leva a outros caminhos, só que ele anda um bocado esquisito, meio a correr, meio a coxear. E no meio do caminho há avestruzes mortos. Secas e mortas. Têm os olhos mortos muito abertos.

Ele não é o outro

NOITE DE 8 PARA 9 DE FEVEREIRO DE 1997
Este homem é novo, tem antepassados árabes e a mãe dele tem o curso de conservatório como a m.l., e tem uma irmã, mas anda sempre tão próximo de mim que começo a pensar se não será o outro, mas não tem cabelos brancos, e é mais novo. Depois estamos numa espécie de engarrafamento e ele sai do carro e pede-me que guie, e vai à frente ver o que se passa e dar-me indicações, e eu tenho que saltar para dentro do carro, porque o carro não tem portas, e é descapotável, e é verde. E é um percurso muito pequeno e é sempre em frente. Ando um bocadinho de nada, e tenho algum medo.
E depois estamos num bar, eu tenho um vestido comprido preto, decotado, com uma t-shirt branca de mangas curtas por baixo. Estamos a beber ao balcão e ele quer-me levar a casa da mãe dele a almoçar e já lá está a irmã, e tem tudo muito organizado em função da minha existência. E eu estou a pensar que ele não é a pessoa que eu estou à espera.