sábado, 28 de outubro de 2006

Nova Iorque, Nova Iorque


31 DE AGOSTO PARA 1 DE SETEMBRO DE 1994
Nova Iorque. Ruas escuras. Estou a atravessá-las. Fico num passeio entre as sombras dos automóveis estacionados. Vejo um homem ou vários e tenho medo. Volto para o meio da rua. Passam transportes. Passam táxis. Tento convencer um, que já leva um passageiro, a transportar-me. Mas o passageiro, um homem, diz que vai para outra direcção e não lhe dá jeito levar-me.
Não quero ficar ali, numa rua escura com desconhecidos a rondar pelas sombras. Apanho o táxi, à mesma, e digo que saio na próxima curva, lá à frente, onde a rua é iluminada. É já na 5ª avenida, e ali posso apanhar outro transporte.
Depois estou num hotel com muitos andares. O meu quarto é óptimo. Uma suite grande, bem arrumada. Mas alguém pôs uma bomba naquele andar. Saio pelas escadas, vou acompanhada. Desço até ao 4º andar, sempre a correr pelas escadas internas. Passo por empregados que não tentam deter-me. Mas no 4º andar a porta da escada de serviço está bloqueada. Trancada. Penso: em última análise vamos de elevador.
Mas o elevador nunca mais chega, e quando a bomba explodir é perigoso estar lá dentro.
Sinto que os empregados sabem o que se passa e têm ordens para não nos deixar escapar. Há uma sala bonita, grande, com mesas postas para um banquete. Uma orquestra toca suavemente. E eu penso, Meus Deus se soubessem.
Sem saber como, dou comigo na rua, mais ou menos a salvo. Preciso de me afastar do Hotel, nessa rua de Nova Iorque, para que a bomba, que vai explodir, não me cause dano.
http://www.oldengine.org/members/dolly/portland03/newyork/empire2.jpg

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